(((rádio lucweb))) : Com participações de antigos integrantes do Engenheiros do Hawai, Cantor lança o disco "Insular"

30 de ago de 2013

Com participações de antigos integrantes do Engenheiros do Hawai, Cantor lança o disco "Insular"


Com resgate de origens do rock gaúcho e participações de antigos integrantes do Engenheiros do Hawaii
Glaucio Ayala/Divulgação
Humberto Gessinger lança "Insular"

"É preciso recusar as pantufas e almofadas que o ambiente fica oferecendo. Senão a gente vira cover de si mesmo", diz o músico Humberto Gessinger sobre os anos de carreira,

Gessinger começou na música em 1985 com a banda Engenheiros do Hawaii, grupo gaúcho fundado para uma apresentação em um festival de faculdade, mas que acabou virando carreira séria.

Único integrante original do Engenheiros até hoje, Gessinger resgata algumas parcerias antigas para o disco solo, "Insular", que marca seu retorno ao contrabaixo como principal instrumento. "Foi como voltar pra casa. Gravei guitarras, violões, teclados, acordeon, gaita de boca. Mas foi o baixo que deu unidade musical ao disco, o que juntou os pontos", explica.

As parceiras, que o músico afirma terem surgido "de uma forma muito natural", são com nomes da música gaúcha como Luis Carlos Borges, Bebeto Alves, Frank Solari, Nico Nicolaiewsky e colegas de Engenheiros do Hawaii, como Luciano Granja, Lúcio Dorfman, Adal Fonseca, Fernando Aranha, Pedro Augusto e Gláucio Ayala.

"Foi só uma questão de ficar atento ao que as canções pediam. Só depois me dei conta de que havia traçado um painel do que acho mais interessante na música do Sul", conta o cantor, sobre a seleção de convidados para este que é seu primeiro disco de inéditas em 10 anos.

A maneira de compor, no entanto, não teria sido alterada agora aos 49 anos: "Não acho que tenha mudado a maneira como escrevo, só amadureci. Já os arranjos e as participações refletem a busca por uma sonoridade regional. É o meu disco com sonoridade mais gaúcha. Mas ele não se prende a isso, foi só o ponto de partida."

Um dos mais conhecidos representantes do rock brasileiro dos anos 1980, Gessinger diz que não sente falta do passado. "Não sou saudosista. Acho muito melhor estar na estrada agora do que nos anos 1980 ou 1990. Para quem não for um ouvinte passivo, há muita coisa boa por aí. É só procurar."


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